Você já abriu o app para cantar aquele refrão e deu de cara com um borrão na tela? Pois é, não é problema na sua internet e nem bug no aplicativo.
O YouTube Music decidiu que ler a letra da música agora é um luxo — e tem um preço. A era do “tudo grátis” no streaming está encolhendo, e a estratégia por trás disso é muito maior do que apenas te irritar.
🚫 A Regra dos 5: O Novo Limite que Ninguém Pediu
A mudança é sutil, mas agressiva. Desde setembro de 2025, o YouTube Music implementou uma cota rígida: se você é usuário gratuito, tem direito a visualizar a letra de apenas cinco músicas por mês.
Passou disso? O aplicativo exibe os primeiros versos e desfoca (borra) o restante, travando a rolagem da tela. É o equivalente digital de bater a porta na sua cara no meio da festa.
Para destravar, surge o inevitável botão sugerindo o plano Premium. Não importa o artista ou o álbum; a contagem é implacável.
“A medida visa converter a base de usuários não pagantes em assinantes… transformando a visualização de letras em uma ferramenta de pressão comercial.”
💩 O Fenômeno da “Enshittification”
Analistas do mercado já deram um nome técnico (e pouco elogioso) para o que está acontecendo: enshittification.
O conceito é simples: plataformas gigantes capturam uma audiência massiva oferecendo um serviço incrível e gratuito.
Depois que você está viciado e dependente, elas começam a piorar propositalmente a experiência gratuita — retirando recursos básicos, como as letras das músicas — para te forçar a abrir a carteira.
Não é que as letras custem caro para o Google. É que a sua frustração vale dinheiro. Ao degradar a versão free, a versão paga parece subitamente mais valiosa, mesmo que ela apenas devolva o que você já tinha antes.
💰 A Máquina de Dinheiro do Google
Por que fazer isso agora? Porque o modelo de assinaturas virou a galinha dos ovos de ouro. O Google não está brincando em serviço:
- Receita do YouTube: Mais de US$ 60 bilhões anuais.
- Assinantes: Mais de 325 milhões de pagantes (somando YouTube e Google One).
- Faturamento Total: A empresa mãe superou US$ 400 bilhões pela primeira vez.
O objetivo é claro: transformar usuários casuais em renda recorrente. No Brasil, isso significa desembolsar R$ 21,90 mensais (só música) ou R$ 26,90 (YouTube Premium completo) para ter de volta o direito de ler o que está ouvindo, além de se livrar dos anúncios.
🧠 A Escolha É Sua (Mas Eles Estão Forçando a Barra)
O recado do mercado é que a “internet gratuita” como conhecíamos está mudando. O YouTube Music está apostando que a conveniência vence a resistência.
Eles oferecem IA, downloads e música sem anúncios, mas usam as letras como a alavanca final para te empurrar para o outro lado do muro de pagamento.
Fica a reflexão: Até que ponto estamos dispostos a pagar para recuperar funcionalidades que, até ontem, eram o padrão básico da internet?
📚 Fontes & Referências
A integridade da informação é o pilar central deste conteúdo. Para garantir a precisão factual e a transparência editorial, todas as análises, dados de preços e contextos estratégicos apresentados neste artigo foram rigorosamente verificados através de fontes primárias e veículos de tecnologia de reconhecida autoridade. Abaixo, listamos os documentos originais consultados para a elaboração desta matéria, permitindo ao leitor a auditoria completa das informações.
- “YouTube Music agora só mostra letras de músicas para assinantes Premium“. Mundo Conectado, Brasil, 08 fev. 2026. Acessado em 09 fev. 2026. Disponível em: https://www.mundoconectado.com.br/google/youtube-music-agora-so-mostra-letras-de-musicas-para-assinantes-premium/
- CARNEIRO, Igor Almenara. “Agora é preciso pagar para ver letras de músicas no YouTube Music“. TecMundo, Brasil, 09 fev. 2026. Acessado em 09 fev. 2026. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/internet/410555-agora-e-preciso-pagar-para-ver-letras-de-musicas-no-youtube-music.htm
- BORGES, Marina. “YouTube Music limita letras e reforça o Premium“. Tecnoblog, Brasil, 09 fev. 2026. Acessado em 09 fev. 2026. Disponível em: https://tecnoblog.net/noticias/youtube-music-limita-letras-e-reforca-o-premium/




Em Alta: